Pró-labore: quanto retirar da empresa todo mês
Pró-labore é o "salário" do sócio que trabalha na empresa. Definir esse valor com critério é o primeiro passo para separar o dinheiro do negócio do dinheiro da casa — e para saber se a empresa realmente dá lucro.
Pró-labore x distribuição de lucros
O pró-labore remunera o trabalho do sócio. É uma despesa fixa da empresa, entra na DRE e tem desconto de INSS: em regra, 11% sobre o valor, limitado ao teto da Previdência, além do Imposto de Renda pela tabela mensal.
A distribuição de lucros remunera o capital: é o que sobra depois de pagar todas as despesas, inclusive o pró-labore. Ela só pode ser feita se houver lucro apurado. As regras de tributação de lucros e dividendos mudaram recentemente para valores altos, então vale confirmar com o contador como fica no seu caso.
Um método simples em 4 passos
- Descubra o lucro médio dos últimos 6 meses — antes de qualquer retirada.
- Decida quanto desse lucro fica na empresa para reserva e investimentos (20% a 40% é comum).
- O restante é o teto do que você pode retirar. Defina um pró-labore fixo abaixo desse teto e deixe o excedente, se houver, para distribuição de lucros.
- Revise a cada 6 meses ou quando o faturamento mudar de patamar.
Erros que mais custam caro
- Retirar "quando precisa", sem valor fixo: o caixa da empresa fica imprevisível.
- Pagar contas da casa direto da conta da empresa, sem registrar como retirada.
- Não ter pró-labore nenhum: o lucro parece maior do que é e a precificação fica errada.
- Esquecer que o pró-labore precisa caber no fluxo de caixa dos meses fracos, não só dos bons.